| Domingo, 05 de setembro de 2010 - Hora: 7:44 |
Nossa posição quanto a riqueza
O PVC não atende às manifestações da demagogia e do masoquismo, que condenam a riqueza e fazem apologia à pobreza, como sinônimo de evolução espiritual e elevação moral da pessoa.
Existem inúmeros pobres orgulhosos, presunçosos, vaidosos, desonestos e com valores morais comprometidos, já que o nível moral e espiritual da pessoa independe do seu padrão econômico.
Você, provavelmente, deve conhecer algumas pessoas que são ricas, mas a custa de muito trabalho, garra, determinação, dedicação e inteligência. Várias pessoas começaram as suas vidas profissionais, novas, na flor da adolescência, acordando às 5 da manhã, para montar a sua barraquinha de venda de miudezas, cresceram, hoje são vitoriosas, donas de uma rede de supermercados em sua cidade, e não tem como ninguém condenar o seu sucesso.
Outras pessoas administraram bem as heranças de família, não se entregaram às extravagâncias e hoje estão muito bem de vida, do ponto de vista econômico.
Outras tiveram a sorte e ganharam grandes prêmios em loterias, administraram bem e estão inseridas em alto padrão econômico.
Outros desenvolveram os seus talentos musicais, artísticos em geral e até no campo dos esportes, conseguiram sucesso que foram traduzidos em riqueza material.
Muitos trabalham bem o tino comercial, há muito tempo tem histórico de sucesso no comércio.
Outros se destacaram no campo, pela agricultura ou a pecuária, com histórico de muita luta.
Há os que se tornaram destaques, no campo da Medicina, do Direito, da Engenharia e em várias atividades profissionais, que se tornaram bem de vida, em boa situação financeira.
Teria algum sentido alguém ser contra essas pessoas? é coerente contestar e condenar as riquezas lícitas?
É óbvio, que não, embora encontramos inúmeras pessoas que condenam, perseguem e infernizam as vidas dos que fazem sucesso e que se dão bem na vida; mas aí é uma questão de inveja, manifestação de frustrações pela incompetência e desequilíbrio de pessoas que não se dispõem a produzir coisa alguma.
O que não podemos admitir é a riqueza ilícita, nascida da corrupção, das atitudes desonestas, do roubo e da pouca vergonha de um modo geral.
Todos nós conhecemos elementos, em nossos Estados, que não receberam herança nenhuma, não ganharam em loteria, não desenvolveram comércio nenhum, nunca foram cantores ou artistas, nunca foram jogadores de futebol contratados por clubes da Europa e não têm históricos nenhum que justifiquem riquezas lícitas. Muito pelo contrário, conseguiram ficar ricos de uma hora para outra, depois que se envolveram na política, com vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores ou ocupantes de um cargo público qualquer.
É aquele caso do elemento que é dono de tudo na cidade: redes de supermercados, emissoras de televisão e rádios em todo o Estado, motéis, hotel, fazenda com milhares de cabeça de gado, frota de ônibus, imóveis alugados... etc.
A esposa, ou melhor, a "perua", vive contaminada pela vaidade exacerbada, na necessidade de mostrar para os parentes e a vizinhança carro novo, importado, todos os anos, porque geralmente não têm qualificativos maiores e mais nobres para mostrar. Os filhos esnobam, gastam, desperdiçam e fazem o que querem.
Como é que o brasileiro de bom senso pode concordar com riquezas construídas assim?
É justo um político, do seu estado, que ganhou, DE GRAÇA, uma concessão de televisão do Governo Federal, há alguns anos atrás, e hoje vende essa concessão por 10, 15 ou 20 milhões de reais, ficando ele com esse patrimônio financeiro?
Hoje não se dá mais concessões de rádios e TVs, como antigamente, mas a estrutura governamental continua facilitando demais para a classe política.
Portanto, o PVC não condena a riqueza LÍCITA, porque não tem tendência para demagogia e nem para masoquismo, o que ela condena é a riqueza ilícita, construída pela corrupção, pela pouca vergonha e pela safadeza em geral.
É por isto que o Brasil precisa de um Partido da Vergonha na Cara.