| Domingo, 05 de setembro de 2010 - Hora: 8:14 |
Respondendo a perguntas
Não será este, simplesmente, mais um entre a quantidade enorme de partidos que existe por aí, todos se dizendo salvadores da Pátria?
A pergunta é pertinente e faz muito sentido. De fato, ao longo destas décadas, a todo momento tem surgido novos partidos, cada um se dizendo mais patriota e preocupado com o "povo". No entanto, quando cria corpo e consistência, vai a praticar todos os vícios do que já existe, entrando sempre nas negociatas e nos "acordos" comuns da vida política.
Se o PVC viesse com este objetivo, seria melhor que nem iniciasse, até mesmo por questão de inteligência dos seus idealizadores, já que o povo nos dias atuais, pelo que se espera, não é mais tão idiota quanto algum tempo atrás.
No começo tudo é idealismo, tudo é muito bonito e muito verde e amarelo. Mas, e depois, quando determinado elemento se projetar através de uma idéia desta, que certamente poderá ter um bom apoio popular, e se colocar de encontro aos princípios do partido, envolvendo-se também na prática da safadeza política convencional, como vai ficar?
Tem fundamento, também, esta dúvida, e nós já prevemos isto. O elemento candidato a algum cargo político pelo PVC vai ter que assumir um compromisso tão sério, mas tão sério, que ficará em situação extremamente difícil e até impossível de agir desta maneira. Para começar, todo candidato terá que assumir compromissos por escrito, com tudo registrado em cartório e cópias dispostas pela internet e nas mãos de todos os eleitores afiliados, além de ser obrigado a gravar em vídeo, em DVD, o compromisso que está assumindo, já que é possível, como sempre acontece, o aparecimento de algum advogado contratado para afirmar que a assinatura do documento não é dele, que foi adulterada, ou coisa parecida. Cópias dos vídeos serão disponibilizadas na internet, no Youtube e também em um sistema de vídeo stream próprio do partido, além de ser enviado cópia para toda a imprensa do País.
Quais as pessoas que se constituem como líderes ou mandatários maiores do partido?
Não existe isto no PVC. Partido que tem dono, como é o caso de um que é de propriedade pessoal do dono de uma poderosa igreja no Brasil, será sempre submisso à vontade e aos interesses desse dono. O PVC não pode ter dono, caciques ou xerifes. A proposta dele é de ser uma opção para as pessoas sérias, que clamam por "vergonha na cara", em nosso País, por isto que leva este nome.
É óbvio que logo após o seu nascimento necessita de alguém para cuidar dele, como um indefeso bebê que precisa de uma mãe para amamentá-lo, trocar suas fraldas, protegê-lo, defendê-lo, fazê-lo crescer, etc... Chega um tempo que esse bebê se torna adulto, em condições de andar com as suas próprias pernas.
Uma idéia, como esta, certamente vai ser alvo fácil para os profissionais da política, os que estão acostumados com a safadeza, a sujeira e a pouca vergonha. Tudo farão para desmoralizar os idealizadores, para inventarem coisas as mais diversificadas possíveis, visando desgastar a idéia. Já pensaram nisto?
Sem dúvidas. Somos estudiosos da questão do mau caratismo, em todas as suas vertentes. Assim como a maldade humana arquitetou a difamação do próprio Jesus, convencendo o povo inteiro a pedir a sua crucificação e a soltura de Barrabás, com certeza vão atacar, também, esta idéia, por mais que o idealizador e apoiadores não sejam pessoas de destaque no cenário nacional ou mesmo de algum estado ou município: Em outras épocas diriam que somos subversivos, mas vão dizer que somos espertalhões querendo levar vantagens por trás disto, invariavelmente alguém daqui será acusado de picareta, viado, bandido... enfim, coisa boa muitos certamente não dirão da proposta. Não existe uma grande idéia ou um grande idealista, em toda a história da humanidade, que não tenha sofrido ataques violentos.
A todo momento estamos vendo, na televisão e no cinema, os vilões que sabotam a vida dos outros, utilizando as mesmas estratégias antigas nos processos de difamação e calúnia. Já que o PVC se propõe a trabalhar com o instrumento da inteligência, vamos empreender todos os esforços no sentido de neutralizar toda e qualquer safadeza, por mais sutil que seja, para que não faça os seus efeitos. Os homens de bem não devem, jamais, ser desmoralizados e manchados por canalhas, da mesma forma, nenhum homem de conduta duvidosa pode ser enganado pelas pessoas, como se fosse homem de bem e estadista.
Vamos trabalhar, sim, para que nesta nova idéia prevaleça sempre as verdades verdadeiras, jamais as verdades teatralizadas e produzidas.
Obviamente serão necessárias pessoas, voluntárias, é claro, nos Estados e nos Municípios para difundir e trabalhar esta idéia . Quais os critérios que serão adotados para a seleção dessas pessoas?
Não temos a menor estrutura organizacional para avaliar conduta de ninguém, somos apenas uma idéia que surge. Colocamos o nosso banco de dados aqui, para que as pessoas se cadastrem, obviamente sem qualquer compromisso de filiação, mas manifestando o seu de acordo com a proposta. No universo de cadastrados não temos como saber quem presta e quem não presta, é que bem ou quem é mal intencionado. Toda ajuda será bem vinda, desde que respeitando a idéia inicial.
Vocês não tem medo de lançar uma idéia desta, já que estão mexendo em ninho de marimbondo?
Os grandes ideais só podem partir de gente destemida, que não tem medo nem de morrer. Pessoas covardes não conseguem fazer nada de útil, à sociedade, porque se amedrontam diante da primeira cara feia que surge à sua frente. É engano, infantil, achar que uma idéia se destrói com a destruição do idealizador, muito pelo contrário, ela sempre se fortalece. O importante é lançar, porque aí começam a aparecer simpatizantes por tudo quanto é canto e inicia-se o processo de multiplicação natural, que ninguém consegue mais deter.
Esta idéia só se sustentará se realmente tiver consistência, conteúdo e coerência. Já que acreditamos que ela tenha tudo isto, não tem porque não ir em frente.