| Domingo, 05 de setembro de 2010 - Hora: 7:48 |
A indústria das multas
É outro grande problema do nosso País.
A extorsão praticada contra a população é algo simplesmente vergonhoso.
Todo investimento é feito, como prioridade, na máquina de multar porque o arrecadar é prioridade.
Vamos falar, aqui, primeiro, sobre a questão do trânsito.
Conforme todos sabemos, é fato que o trânsito mata milhares de pessoas no Brasil, mais de 50 mil por ano, o que é um absurdo e é algo que precisa ser trabalhado, identificadas as reais causas e todo esforço é válido no sentido de diminuir esses índices.
Talvez você já tenha prestado atenção em um detalhe, todas as vezes que alguma autoridade fala sobre as causas dos acidentes, que causam as desgraças:
- "Tudo se resume no excesso de velocidade".
Vamos questionar isso aí, antes de levar em frente:
Pra começar, o que seria excesso de velocidade?
Em princípio o termo excesso aí, é muito relativo.
Se falarmos em alguém que esteja trafegando a 120 km/h pelas ruas da cidade, onde há movimento de pessoas, pedestres atravessando, ônibus urbanos parando para deixar ou pegar passageiros e pedestres ignorantes e mal informados atravessando passando pela frente do ônibus parado, sem ter o cuidado de parar e olhar se vem carro, de fato há excesso de velocidade, é um absurdo, porque é impossível brecar o carro, para evitar um acidente grave.
Temos que concordar num caso deste.
Mas, quando você está em uma auto estrada, como a Rodovia dos Imigrantes, no Estado de São Paulo, pistas de rolamento perfeitas, praticamente sem curvas, sem ondulações, sem buracos, 4 pistas para ir e 4 para voltar, perfeita área de escape, com fechamento no meio, para evitar que qualquer pedestre a atravesse, com uma segurança fora do comum, considerar 100, 120 ou 130 km/h como excesso de velocidade, é de uma burrice sem tamanho.
Saiba de uma coisa: Quando você vê, no "relógio" do carro, marcar a velocidade máxima de 220 km/h, quer dizer que aquela máquina foi fabricada para, de fato, poder rodar a 220 km/h, com segurança, com firmeza, sem qualquer problema. Na realidade os engenheiros projetaram para andar até a mais, por margem de segurança, mas limitaram naquilo ali.
Pois bem: Em países como Alemanha, Bélgica e outros considerados primeiro mundo, em várias estradas as pessoas podem trafegar a 220 km/h, a 240 etc...
Aqui não pode.
Se pudesse, então, aí os acidentes seriam, de fato, maiores.
Uai, mas que contradição é essa? Acaba de dizer que a velocidade não é o grande problema, agora diz que os acidentes seriam maiores?
Seriam sim, mas não por causa da velocidade e sim por conta da ignorância e dos despreparo das pessoas que dirigem carros.
Veja só que coisa mais interessante:
Vivemos em um país de excessiva demagogia, onde se tem que agradar o povo, de todas as formas.
Tudo o que o governo puder fazer para ser "bonzinho" com o povo, excesso na hora de multar e extorqui-lo, ele faz, porque tudo tem que ser pensado politicamente.
A questão da carteira de motorista, por exemplo, é algo que precisaria ser melhor trabalhado.
Quando alguém precisa tirar uma carteira, pela primeira vez, o que tem que fazer?
Um curso numa auto escola, onde serão ensinados os sinais de trânsito e como fazer para estacionar um carro. Enfim, algumas coisinhas interessantes são ensinadas, mas, o principal conhecimento que qualquer pessoa que conduz um móvel deve ter, não é exigido: A FÍSICA.
Como pode alguém ser autorizado a dirigir um automóvel, sobretudo em estradas, sem conhecer uma questão Cinemática, Estática e Dinâmica, ensinadas pela Física?
Se a pessoa é semi-analfabeta no assunto, como é a maioria, não sabe o que é aceleração, desaceleração, atrito, força centrífuga, velocidade do vento a favor e contrária, movimento retilíneo ou curvilíneo uniforme ou variado, como vai poder conduzir um veículo?
Só que a demagogia fala mais alto, e não se pode limitar, já que politicamente temos que deixar todo mundo dirigir.
Uma coisa você pode ter certeza:
O grande causador dos acidentes não é a velocidade, é a ignorância das pessoas, o analfabetismo em Física, além do alcoolismo (que não acaba nunca), pessoas nervosas e neuróticas dirigindo, motoristas com sono, pneus carecas (produto também da ignorância, nem sempre da falta de dinheiro), desconhecimento das características do automóvel, etc...
99% das pessoas não tem a menor idéia do que seja um freio ABS. Ela possui um carro, mas não sabe qual o tipo de freio que tem, e, quando dirigindo na chuva, não tem idéia de como deve frear, já que a frenagem com freio comum deve ser de uma forma, mas em carro com freio ABS deve ser de outra. O desconhecimento disto causa acidentes.
Enfim, não é a velocidade a culpada pela tragédia do trânsito.
Multar é conveniente, para os governantes .
Claro, arrecada mais dinheiro.
Está provado, que o maior causador dos acidentes é o alcoolismo.
Então o governo deveria investir mais nesse combate e levar em frente a chamada "Lei Seca", que ninguém está levando sério, nunca mais se ouviu falar, a imprensa não tocou mais no assunto e tá tudo como era antes. Muita gente enchendo a cara, principalmente nos finais de semana, e conduzindo os seus carros bêbados mesmo..
Você tem idéia de quanto custa um bafômetro?
Para sua informação, nos Estados Unidos custa na faixa de cento e poucos dólares, ou seja, duzentos e poucos reais.
Consta que fizeram uma licitação e que foram vendidos por aproximadamente 7 mil reais, cada um, para a polícia rodoviária federal.
Posso garantir a você, que a instalação de um radar, na estrada ou na via pública, custa incomparavelmente mais caro que um bafômetro.
O radar evita acidentes?
Não. Os bêbados também podem reduzir a velocidade perto de um pardal.
Mas a presença de bafômetros, em todas as viaturas policiais, COM CERTEZA, evitaria muitos, mas muitos acidentes mesmo.
Mas investir em bafômetro não gera arrecadação, este é o problema.
É por isto que as ruas das grandes cidades estão cheias de radares e pouco se vê bafômetros.
Se o país tivesse vergonha na cara, certamente a coisa seria inversa.