Tema: JU$TI$$A Brasileira

A pouca vergonha continua. Acertei na mosca

 


Não faz uma semana que mandei um e-mail para toda a minha rede falando, mais uma vez, da sem vergonha e descarada JU$TI$$A Brasileira, deste vez sobre o caso daquele Juiz de Maceió, o Dr. Gustavo Souza Lima, que afastou deputados corruptos.

Vejam o desafio que eu fiz:

  

"Quem quer apostar comigo que esses deputados das Alagoas, rapidamente, vão estar rindo da cara do magistrado Gustavo de Souza Lima e da Polícia Federal já que, com certeza, vai aparecer outro juiz para dizer que tudo foi um mal entendido, que é perseguição da oposição, que "não há provas"... já que corrupção não deixa provas documentais nunca, e que eles não podem ser acusados? "

 

Não deu outra coisa. Veja abaixo o que está acontecendo.

Extra Alagoas - AL
13/02/2008 - 16:51

Assembléia tenta derrubar decisão do juiz que afastou membros da Mesa Diretora

 

Advogado Adelmo Cabral também vai interpor no TJ recurso de agravo de instrumento para tentar cassar a medida cautelar.

Assembléia Legislativa de Alagoas formulou esta tarde pedido de suspensão de execução da medida cautelar concedida pelo juiz Gustavo Souza Lima, que afastou seis deputados integrantes da atual Mesa Diretora. A ação, subscrita pelo advogado Adelmo Cabral, foi movida perante o presidente do tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira que, segundo o advogado, não tem prazo para julgar o pedido. A decisão é exclusiva do presidente do tribunal.

O advogado Adelmo Cabral informou ao Extra on-line que nesta quinta-feira, à tarde, entrará com recurso de agravo de instrumento, atacando a decisão do juiz Gustavo Souza Lima. Nesse caso, o recurso será distribuído a uma das duas câmaras cíveis do TJ, competindo ao desembargador relator, escolhido por sorteio, examinar o pedido de suspensão da eficácia da decisão cautelar. O julgamento do mérito do recurso é da competência dos três desembargadores que integram cada uma das câmaras cíveis.

 

Tem mais coisas:

 

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Jorge Venerando, coordenador do Movimento Contra o Crime e a Corrupção em Alagoas, defende que o Ministério Público Estadual argua a suspeição do desembargador Juarez Marques Luz, relator do Agravo de Instrumento interposto pela Assembléia Legislativa que pede a suspensão da medida cautelar que afastou da Mesa Diretora da ALE seis deputados envolvidos no desvio de R$ 280 milhões.

Em entrevista ao programa Cidadania, do radialista França Moura, o sindicalista informou ter recebido denúncia de que o desembargador teria um filho empregado na Assembléia Legislativa e que também seria amigo pessoal dos advogados Carlos Mero e Adelmo Cabral, este último subscritor de duas medidas judiciais que pedem a suspensão da eficácia da decisão do juiz Gustavo Souza Lima, que afastou os deputados corruptos.

O filho, Juarez Rômulo Marques Luz, que é engenheiro, trabalhava no gabinete do pai, mas em razão da Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que proibiu o nepotismo no poder judiciário, foi afastado do cargo em comissão e ganhou um emprego na Assembléia, dentro do chamado nepotismo cruzado. Apesar de lotado na ALE, Rômulo continua dando expediente no TJ.

A distribuição do recurso para o desembargador Juarez Marques Luz também causou apreensão no meio jurídico alagoano pela notória amizade íntima entre o magistrado e os advogados que defendem a Assembléia Legislativa Estadual. Segundo informações chegadas ao EXTRA ON LINE, Carlos Mero e Adelmo Cabral também prestariam serviços de assessoramento jurídico ao gabinete do desembargador. Outro fato que levanta suspeição sobre o magistrado é o seu parentesco com o juiz Odilon Marques Luz, citado na Operação Gabiru, que é cunhado do senador Renan Calheiros.

Juarez Marques Luz preside a primeira câmara cível do Tribunal de Justiça, onde tramita o agravo de instrumento interposto pela Assembléia Legislativa. Na condição de relator, o desembargador poderá cassar a decisão do juiz Gustavo Souza Lima, que afastou os deputados Antônio Albuquerque, Nelito Gomes de Barros, Cícero Amélio, Edval Gaia Filho, Maurício Tavares e Dudu Albuquerque. Os seis foram indiciados por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros e contra a ordem tributária.

Alguns juízes e membros do Ministério Público ouvidos pelo EXTRA dão como certo que o magistrado averbará sua suspeição por suas estreitas ligações com os advogados da Assembléia e não ousará manchar sua biografia, uma vez que se aposentará compulsoriamente em abril próximo.

 

 

Agora, questionemos, gente:

Como podem sobreviver os Magistrados dignos e honestos neste País? Se não há o menor respeito por eles, já que honestidade e dignidade é coisa irrelevante no Brasil, o que devem fazer eles? Deixarem de ser honestos ou abandonarem a magistratura?

Temos o caso daquele lá de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, que mora no tribunal, vive enjaulado, cercado de seguranças o tempo todo, porque não abre mão da sua dignidade e caráter ilibado e continua condenando bandidos, assassinos e canalhas, embora ameaçado de morte o tempo todo. Quem é que garante que um desses "seguranças" não vai se deixar vender, a qualquer momento, e o homem terminará aparecendo morto?

Será notícia, falarão por algum tempo no caso, passado o tempo todo mundo esquece e fica por isto mesmo porque ninguém será culpado, ninguém irá para a cadeia.

Vários amigos, juízes e desembargadores, me escreveram nestes dois dias, relatando que abandonaram a magistratura porque, infelizmente, não têm a menor segurança e não são respeitados pelo fato de serem dignos e honestos, muito pelo contrário, são até olhados de forma atravessada por muitos oficiais de "justiça", advogados, promotores, donos de cartórios, etc...

A realidade é que vivemos num país de uma JU$TI$$A DESCARADA, CÍNICA E SEM VERGONHA.

É hora de uma mobilização nacional para alteração das Leis deste País, que têm todo tipo de brecha para proteger canalhas e é nelas que os advogados dos bandidos, tão canalhas quanto eles, enquadram as suas ações de defesa. A legislação trabalhista, também, é um dos maiores exemplos de demagogia e paternalismo barato que protege todo vagabundo e ladrão de empresa como se fosse trabalhador brasileiro, lei esta que não tem o menor espaço dedicado a uma inteligência para distinguir quem de fato é trabalhador, digno, dedicado e honesto, verdadeiramente explorado por patrões gananciosos, de um vagabundo, safado e ladrão de empresa que, patrocinado por um advogado aproveitador, termina destruindo inúmeras empresas neste país, prejudicando a produtividade e o progresso.

O povo SENSATO tem que fazer alguma coisa!!! Eu falo do sensato e não daquele que é hipócrita, demagogo e que tira onda de bonzinho, na suposta proteção ao chamado "trabalhador", com objetivos meramente eleitoreiros.

 

Vejamos agora outro absurdo, deste mesma JU$TI$$A sem vergonha, ocorrida em Ribeirão Preto:

 

 

Negada prisão de estudante

que atropelou frentista

 

Cláudio Dias
Direto de Araraquara

 

A 1ª Vara do Júri de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, negou nesta sexta-feira o pedido de prisão preventiva do estudante de Direito Caio Nenghetti Fleury Lombardi, 19 anos, que perdeu o controle de um carro e atropelou um frentista dentro de um posto na noite de segunda-feira. A Polícia Civil pretendia indiciá-lo por tentativa de homicídio depois de ver as imagens do circuito interno do posto.

 

No Fórum de Ribeirão ninguém comenta o caso. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado, por sua vez, informa que os motivos que levaram ao indeferimento da ação não podem ser divulgados. Encarregado do caso, o delegado Luís Geraldo Dias, do 4º Distrito Policial, lamentou a decisão, mas continuará a investigação. A intenção é colher o depoimento do estudante nos próximos dias.

Enquanto isso, o frentista Carlos Silva, 37 anos, continua internado em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital das Clínicas, sem previsão de alta. O estudante de Direito não comenta o caso e, essa semana, retirou do ar sua página pessoal do site de relacionamentos Orkut temendo represálias. No entanto, seus familiares viraram alvo de críticas virtuais.

Na segunda-feira, Caio quase foi linchado por outros funcionários de um posto de combustíveis e também por pessoas que estavam presentes, após atropelar o frentista. As imagens do circuito interno de câmeras mostram que Carlos estava encostado na bomba quando o carro do universitário invadiu em alta velocidade. O funcionário foi arremessado e ficou preso embaixo do veículo.

O jovem teria tentando dar marcha ré e, segundo testemunhas, escapar do flagrante. Como o frentista estava preso, as rodas giraram em falso e a fumaça subiu. A Polícia Militar foi chamada e conseguiu evitar o linchamento.

Ainda como fator agravante, de acordo com a PM, dentro do carro do universitário, foram encontrados seis frascos de lança-perfume, sendo que um deles estava vazio. Ele fez exame toxicológico para verificar se usou a droga. O laudo ainda não foi concluído.

 

Vejam só que cachorrada, que pouca vergonha.

O Delegado Luis Geraldo Dias ainda vai ter que investigar o quê? Se tudo ficou cristalinamente claro, diante das câmeras, visto pelo país inteiro, foi comprovado que o irresponsável jovem estava EMBRIAGADO, estava dirigindo bêbado e ainda portando frascos de entorpecentes no carro, como é que um juiz de direito ainda nega um pedido de prisão deste?

Se os outros frentistas tivessem praticado o que se chama de "justiça com as próprias mãos", estaria a Nação inteira hoje indignada, condenando-os pelo ato violento que cometeram no linchamento, que também seria mostrado na televisão, porque é comum sempre aparecer gente que morre de pena dos verdadeiros criminoso e ainda alguns dizendo:

- "Condenamos veementemente esse tipo de justiça, eles teriam que esperar peça ação da justiça e não tomarem esta iniciativa".

Usariam as imagens das câmeras como provas para condenarem os que promoveram o linxamento. Por que esse juiz faz vistas grossas às mesmas imagens que caracterizam o atropelamento?

Eu também não concordo com a prática da justiça com as próprias mãos, mas esperar por qual justiça? por essa JU$TI$$AZINHA sem vergonha que estamos vivenciando?

Por que apareceu um juiz, tão rapidamente, para fazer vistas a esse processo e dar um despacho tão a jato numa situação dessa? Será que existem centenas de juízes de plantão, sempre disponíveis, no Tribunal de Ribeirão Preto?

Se fosse um pobre coitado que "roubasse" um frasco de margarina em um supermercado, será que já não estaria atrás das grades, sem o menor direito de defesa? Será que apareceria tão rapidamente algum juiz para ter um entendimento de que o ato não foi um roubo e sim uma situação de desespero por ter uma família morrendo de fome, que terminou recorrendo a um ato ilegal de furtar alimento?

Se fosse um homem que está preso, há mais de um ano, por não poder pagar uma pensão alimentícia, que é diferente de não querer pagar, levado à cadeia muitas vezes por um advogado que muitas vezes até "sai" com a ex-mulher dele, teria algum juiz tão rapidamente para rever o caso?

Quantos estão mofando na cadeia porque não puderem pagar um cheque pré-datado que emitiram, o que a imbecil JU$TI$$A entende sempre como não pagou porque NÃO QUIS pagar?

Não existe inteligência nesse universo para discernir entre NÃO PODER e NÃO QUERER.

 

Será possível que o autor desta matéria é apenas uma voz que clama no deserto, que alguns precipitados acham que é simples revolta pessoal, ou este é um grito que muitos brasileiros gostariam de dar, mas não sabem como?

 

Vivemos uma JU$TI$$A explicitamente sem vergonha, descarada, cínica e movida de muito mau caratismo.

 

Conclamamos, mais uma vez, ao país inteiro a total solidariedade aos dignos e notáveis desembargadores, juízes, promotores e advogados que se mantêm na trilha da probidade e da honestidade, ao mesmo tempo em que conclamamos ações rígidas e com muita inteligência contra aqueles que não tem vergonha na cara.

 

Indignadamente.

 

                                       Alamar Régis Carvalho

                                             Analista de Sistemas e Escritor

                                         alamar@redevisao.net

                                           www.redelivros.net

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